De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o estoque de empregos registrado no mês de fevereiro no core business do setor está 66,1% superior ao aferido no período pré-pandemia
O setor de eventos do Brasil mantém um ritmo acelerado de crescimento e se consolida como um dos principais motores da economia nacional. De acordo com o mais recente boletim da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE), baseado em dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o estoque de empregos (total de vagas disponíveis em um mercado de trabalho) registrado no mês de fevereiro no core business do setor está 66,1% superior ao aferido no período pré-pandemia (2019).
O resultado é uma conquista direta do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE), aprovado para mitigar os impactos da pandemia e que proporcionou incentivos fiscais e medidas de apoio que garantiram a recuperação e expansão do segmento.
“Como já prevíamos quando defendemos a implementação do PERSE, o setor de eventos foi e é essencial para a retomada econômica do país. Os números reforçam que as políticas públicas voltadas ao setor foram fundamentais para sua sustentabilidade e crescimento”, destaca o empresário Doreni Caramori Júnior, presidente da ABRAPE. O core business abrange atividades como organização de eventos (exceto culturais e esportivos), atividades artísticas e culturais, espetáculos, recreação e lazer, e a produção e promoção de eventos esportivos.
O chamado hub setorial, que engloba 52 atividades impactadas indiretamente pelo setor de eventos, também registrou um crescimento expressivo, com nível de emprego 25% superior ao de 2019. Setores como publicidade, propaganda e serviços gerais tiveram desempenho acima do esperado, reforçando a contribuição desse ecossistema para a economia. “O crescimento expressivo do emprego formal e do consumo no setor de eventos não é apenas um reflexo da demanda reprimida pós-pandemia, mas sim um resultado direto das medidas do PERSE, que garantiram fôlego para que as empresas pudessem se recuperar e expandir suas atividades”, acrescenta Doreni.
Consumo recorde A estimativa de consumo no setor também atingiu um patamar histórico. Em fevereiro de 2025, o consumo no setor chegou a R$ 11,45 bilhões, o maior valor já registrado na série histórica. No acumulado entre janeiro e fevereiro, o volume alcançou R$ 22,8 bilhões, representando um crescimento de 3,1% em relação ao mesmo período de 2024. O Radar Econômico da ABRAPE utiliza como referência dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o peso atribuído mensalmente pelo item Recreação do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) e a massa de rendimento real mensal dos trabalhadores aferidos pela PNAD/M (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), do IBGE.